(i) Adquirir a noção de atividade biológica e de bioensaio na descoberta de novos fármacos; (ii) Ter capacidade de descrever e discutir os principais bioensaios utilizados na moderna pesquisa de compostos com atividade farmacológica; (iii) Interpretar e criticar resultados de bioensaios realizados no componente laboratorial da disciplina e na literatura científica; (iv) elaborar o desenho experimental para a realização de bioensaios para objetivos específicos de investigação; (v) comunicar resultados científicos.
Bloco 1 (15h): Uso de modelos animais em saúde
Docente – Duarte Toubarro
Tema - Uso de Drosophila como modelo animal no estudo de mecanismos moleculares e patologias humanas. Drosophila melanogaster (ou mosca-das-frutas) é um excelente sistema modelo para estudar processos in vivo, devido ao seu curto ciclo de vida, ferramentas genéticas sofisticadas disponíveis, genoma sequenciado, e seu alto nível de conservação da genética, biologia celular e até mesmo processos complexos com vertebrados. A resposta imune de D. melanogaster envolve múltiplas estratégias de defesa que são relativamente conservadas entre animais e serve com sucesso como modelo para uma variedade de questões biológicas para inúmeros estudos sobre mamíferos. Nestas aulas vamos utilizar este modelo para estudar células imunitárias e as vias moleculares que regulam a resposta inflamatória.
Tópicos
1 - O interesse do modelo Drosophila para o estudo de mecanismos moleculares e patologias
2 - Organismos (modelos de Drosophila disponíveis, como pesquisá-los, como encontrá-los) e manutenção (ciclo de vida, alimentação, condições de crescimento, etc.)
3 – Manipulação experimental:
a) Drosophila como modelo de estudo para imunidade inata: observação, extração e manipulação de plasmócitos para estudos de migração celular, fagocitose e encapsulamento;
b) Drosophila como modelo de estudo inflamação – estudo da via JAK-STAT em reações de stress induzido por xenobióticos. Utilização de PCR em tempo real (RT PCR) como ferramenta para quantificar perfis de expressão de genes selecionados.
Bloco 2 (15h): Bioensaios em sistemas celulares e subcelulares
Docente: Maria do Carmo Barreto
1. Utilização de bioensaios in vitro na busca de novos medicamentos. Fracionamento guiado pela bioatividade. Dose/efeito e sua quantificação.
2. Atividade antimicrobiana, antitumoral, antioxidante, anticolinesterásica, anti-inflamatória, antiaging. Mecanismos de ação. Propriedades ADMET e QSAR (Quantitative Structure/Activity Relationship). Utilização de ferramentas informáticas: Bioatividades in silico.
3. Programação e determinação experimental de bioatividades em extratos ou compostos de origem natural (antioxidante, antiaging, anticolinesterásica e/ou outras).
Modo de funcionamento
1) O docente introduz o tópico mostrando case studies relacionados.
2) O docente propõe a preparação de um protocolo experimental para o tópico em causa por aluno ou grupo de alunos e indica apoio bibliográfico, vídeo, multimédia, etc.
3) O estudante elabora um trabalho final, correspondente a cada bloco, onde inclui os resultados obtidos nas atividades experimentais e acrescenta informação da pesquisa bibliográfica.
Barreto, M.C., Simões, N. (eds.) Determination of Biological Activities. A Laboratory Manual. Universidade dos Açores, Ponta Delgada, 2012. ISBN 978-972-8612-82-5.
Koehn, F.E., Carter, G.T. 2005. Nature Reviews 4, 206.
Eloff, J.N. 2004. Phytomedicine 11, 370.
Zhang, A.; Sun, H.; Wang, X. 2013. Eur. J. Med. Chem. 63, 570.
Blunt, J. W.; Copp, B. R.; Keyzers, R. A.; Munro, M. H. G.; Prinsep, M. R. 2013. Nat. Prod. Rep., 30, 237.
Cragg, G. M.; Newman, D. J. 2013. Biochim. Biophys. Acta, 1830, 3670. 7.
Other papers, available in Moodle platform
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